Os nascimentos de Suna-no-o e Ama-terasu

 

Existem diversas versões sobre esses Deuses, no entanto, vou mesclar meus conhecimentos com os famosos livros do Kojiki que representa o Registro das Coisas Antigas, e do Hihongi que representa as Crônicas do Japão. Sendo assim, vocês terão uma versão mais expressiva desses dois Deuses que tanto despertam nossa curiosidade por serem tão famosos.

 É quase que impossível descrever ou falar sobre o Deus Susa-no-o, ou se preferirem...Susanon, sem falar da Deusa Ama-terasu, pois os dois estão ligados desde que nasceram, mas também terei que narrar o nascimento de Tsuki-yumi por ter nascido entre os dois.

 

Seus nascimentos pelo livro do Kojiki

 

Izanagi, depois de fugir da terra de Yomi (a região dos mortos) e voltar para o mundo superior, ele se sente imaculado e decide se purificar banhando-se nas águas purificadas. Ao lavar seu olho esquerdo, nasceu à majestosa deusa Ama-terasu (Deusa do sol) e que ficou conhecida como A Grande Deusa que o céu ilumina. Depois lavou seu olho direito e nasceu Tsukiyomi-no-mikoto ou Tsuki-yumi, (Deus da lua) e por fim ao lavar o seu nariz surgiu Susa-no-o.

 

Seus nascimentos pelo livro do Hihongi

 

Izanami após dar a luz ilhas, mares, rios, plantas e árvores, ela e Izanagi conversando se perguntam: Agora que criamos o país das Oito Grandes Ilhas (arquipélago japonês). Por que não criamos alguém para ser o senhor do Universo? Então desse desejo nasceu Ama-terasu a Deusa do sol, ela era tão exuberante, linda e resplandecente que seus pais a ergueram até as escadarias do céu para enviar a terra seu raios gloriosos por toda eternidade.
Logo tiveram outro filho, Tsuki-yumi o Deus da lua, mas seu brilho não se igualava com a majestosa Ama-terasu e este a importunava querendo desposá-la, mas ela o expulsou de seu reino, declarando-o um Deus malvado. Depois desta contenda foram separados pela noite e pelo dia.
E finalmente após Tsuki-yumi, nasceu Susa-no-o "O varão Impetuoso". Um Deus chorão, barbudo e considerado mal tanto pelo Kojiki como no Hihongi.
 

Devido à inconsistência desses dois livros que ao relatar um conto, pula fases e nos deixam perdidos com lacunas em aberto, restando-me as alternâncias entre os contos dos dois livros.

Existem também nomes que diferem de um livro para outro, um exemplo mais notório são os nomes da tão famosa espada de Susa-no-o:

Em um, ela tem o nome de Murakumo-no-Tsurugi (colhedora das nuvens do céu) e no outro ela se chama Kusanagi no Tsurugi (cortador de grama).
Essa espada sagrada encontrada na cauda da serpente de oito cabeças por Susa-no-o, mais tarde a Família Imperial teve posse dela, como uma das três relíquias divinas ou os três tesouros sagrados se preferirem, (Espelho, Espada e Jóia Sagrada) que representam o elemento das insígnias imperiais do Japão.

As lacunas em aberto que existem nesses dois livros, são mais discrepantes quando narram a lenda de Susa-no-o, que é sempre descrito nos livros como um Deus malvado, mas sem nenhuma explicação ou detalhamento, depois que ele volta da terra de Yomi, relatam feitos heróicos de Susa-no-o dignos de um guerreiro Samurai.

Não se sabe ao certo se sua mudança foram frutos da separação de Ama-terasu depois de ter sido exilado na terra de Yomi que fez modificar-se, ou se seria algum plano astuto com vista em algum objetivo. Só nos restam divagações e teorias quanto a isso.

No próximo artigo, relatarei a vida de Susa-no-o e Ama-terasu, mas devido à grande quantidade de contos sobre ambos nos dois livros, terei que contar por fases.

Por exemplo: Quando ele vai despedir-se da irmã; quando ela foge dele e se tranca em uma caverna; como ambos conseguem os três tesouros sagrados; quando ele luta com a serpente de oito cabeças do rio Hi; e tantos outros feitos mais.

São tantos e tantos contos deles que dariam para fazer um livro.

 

Aguardem...
 

Por: Maria Rosa


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